
Não acompanhei de perto. Mas a mídia me deixou a par do assunto.
Um jovem, 21 anos, filha de militares, estagiária da Secretaria Antidrogas, sai com uma arma em punho, pára com o carro em uma das regiões mais movimentadas da capital paranaense e ameaça atirar.
O motivo: uma gravidez, aliada à uma crise amorosa.
Impossível de acreditar. Mas a jovem parou com o veículo em um ponto estratégico, em frente ao prédio onde o namorado mora, no décimo andar. Seu principal objetivo era ferir o homem com o revólver, mas a polícia, que precisou isolar uma grande área ao redor de onde a jovem realizava a ação, preferiu manter, o possível pai da criança, a distância.
Policiais e familiares - todos em vão - tentaram uma forma de negociação com a garota. Por alguns momentos - tamanho o desespero da mulher - parecia que uma tragédia estava por acontecer. Mas, não.
Depois de longas horas de tentativas, ameaças e tensão, a jovem entrou no carro e saiu em disparada, furando o bloqueio militar.
Segundo informações da Polícia Militar, a jovem entrou em contato por telefone com familiares, marcou um ponto de encontro, entregou a arma e colocou um ponto final na história. Ainda segundo testemunhas, ela e a mãe teriam deixado a cidade e quando voltar a jovem deve ser internada para tratamento.
Ponto final? Como assim? Então agora eu posso sair com uma arma, ameaçar quem bem eu entender e sair ileso? Estar foragido e parecer que estou me acalmando? Não consigo entender. Quero ver como é que essa história vai sim terminar. Por mim, por enquanto, eu acho que a história está no PONTO E VÍRGULA. Ela não acabou.
No site do Jornale, estão ótimas fotos e mais detalhes sobre o caso. Vale conferir.
Foto: Blog Marcus Vinicius

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